Marcas próprias representam 20% do total de vendas em varejistas brasileiros

O mercado de marcas próprias vem ganhando destaque no cenário varejista brasileiro, com pioneiros já conquistando uma parcela significativa de 20% nas vendas totais, demonstrando um potencial promissor para a indústria nacional. No entanto, ao compararmos essa participação com a média global de 23%, percebemos que ainda há espaço para um desenvolvimento mais expressivo desse nicho no mercado brasileiro.  

Confira a seguir os desafios e oportunidades desse nicho em ascensão, destacando estratégias adotadas por grandes varejistas e os impulsionadores desse crescimento.  

Oportunidades e desafios do mercado brasileiro  

Enquanto os pioneiros do varejo no Brasil já conquistaram uma significativa parcela de vendas com suas marcas próprias, de acordo com dados da empresa de análise NielsenIQ, a média nacional ainda permanece em apenas 2%. Essa disparidade em relação à média global indica um vasto potencial de crescimento no mercado brasileiro.  

Um dos desafios enfrentados é a alta pulverização de redes menores e regionais, que muitas vezes não têm a capacidade de desenvolver suas próprias marcas. Isso contrasta com mercados mais consolidados, como o espanhol, onde três varejistas dominam 60% do mercado, proporcionando uma maior exposição ao private label.  

Líderes do mercado e estratégias de sucesso  

Ao discutir as marcas próprias, é importante considerar sua penetração nos supermercados, onde desempenham um papel significativo na oferta de produtos aos consumidores. Grandes players como Carrefour e GPA têm sido os principais impulsionadores do crescimento das marcas próprias no Brasil.  

Para o InfoMoney desde 2018, ambos relatam um aumento significativo na representação desses produtos. ALLAN GATE HOCK, diretor de marcas exclusivas do GPA, destaca a estratégia de focar em produtos de alta qualidade para competir com marcas tradicionais, visando o público premium. Além de reduzir os custos de produção, essa abordagem também aumenta a fidelização dos clientes, demonstrando uma frequência de visita maior nas lojas.  

No entanto, é fundamental observar que as médias gerais podem distorcer a compreensão da realidade. Em recente entrevista ao Mercado&Consumo, o CEO do Carrefour no Brasil, Stephane Maquaire , explicou que, enquanto no Brasil as marcas próprias representam cerca de 7% das vendas totais no setor alimentar, na França esse percentual chega a 35%.  

Essa disparidade indica que a penetração das marcas próprias pode variar significativamente de acordo com o mercado e o país, refletindo diferentes estratégias e preferências dos consumidores.  

Crescimento nos atacarejos   

Embora os atacarejos tenham começado a adotar a estratégia de marcas próprias mais tarde, eles estão buscando se diferenciar em um mercado cada vez mais competitivo.  

Apesar de representarem apenas 0,6% das vendas totais, os atacarejos estão expandindo suas seções de hortifrúti, padaria e açougue para atrair mais consumidores. Johnny Reitzfeld, CEO da Amicci, destaca que essa expansão é uma resposta à equiparação de preços entre as marcas próprias e as marcas tradicionais nos supermercados.  

Desafios e oportunidades  

Apesar do crescimento observado, as marcas próprias ainda enfrentam desafios no mercado brasileiro.  

A penetração das marcas próprias é significativamente menor em comparação com outros países, como os Estados Unidos e países europeus, onde chega a representar até 40% das vendas totais em supermercados.  

No entanto, os varejistas brasileiros têm a oportunidade de expandir suas operações de marcas próprias, impulsionados por vantagens como margens de lucro mais altas e preços mais competitivos. Além disso, as marcas próprias oferecem aos varejistas maior controle sobre o mix de produtos, permitindo-lhes adaptar-se rapidamente às mudanças nas preferências dos consumidores e às tendências de mercado.  

Projeções para o futuro  

O cenário das marcas próprias no Brasil está em constante evolução, e espera-se que continue a crescer nos próximos anos. À medida que o modelo de atacarejo ganha destaque, as marcas próprias podem desempenhar um papel ainda mais importante no varejo alimentar.  

Além disso, varejistas como o GPA e a Raia Drogasil S.A. estão investindo em suas próprias marcas, o que pode impulsionar ainda mais o crescimento do setor.  

Com uma ampla gama de oportunidades e desafios pela frente, as marcas próprias têm o potencial de impulsionar o crescimento e a inovação no mercado brasileiro nos próximos anos.  

Conclusão  

Enquanto as empresas buscam formas de se destacar em um ambiente competitivo, as marcas próprias estão se tornando uma parte cada vez mais importante da estratégia de varejo.  

É nesse contexto que o PL Connection se destaca como um evento fundamental para os profissionais e empresas interessados no mercado de private label. Ao fazer parte do evento, os participantes têm a oportunidade de aprender com os principais especialistas do setor, explorar as últimas tendências e desenvolvimentos e estabelecer networtking com outros profissionais e empresas do setor.  

Isabella Trevison e Giovanna Barone

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